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Por que a bacteriose é uma doença tão importante para o maracujazeiro-doce?

Por que a bacteriose é uma doença tão importante para o maracujazeiro-doce?

  
Postado 2 anos atrás
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No Brasil, bacteriose, crestamento-bacteriano, mancha-angular ou mancha-oleosa-do-maracujá, causada por X. axonopodis pv. passiflorae provoca perdas expressivas em maracujá-doce e em maracujá-azedo, nos períodos mais quentes e úmidos do ano. É a doença mais importante do maracujá-doce, sendo comum a destruição total de pomares durante o verão.

Todas as regiões produtoras de maracujá apresentam inóculos da doença. Isso acontece, não apenas pela ação de disseminação da atividade agrícola em si, mas também pelo fato de o patógeno ser endêmico em várias regiões do País, acompanhando a ampla distribuição geográfica de diversas passifloras nativas. No Cerrado, essa bactéria pode ser vista de forma endêmica em várias espécies de passifloras silvestres. Por isso, nesse bioma, todos os plantios, por mais isolados que estejam, acabam adquirindo a doença.

Geralmente, as doenças causadas por fitobactérias são de difícil controle. É praticamente impossível curar uma planta infectada com bactérias fitopatogênicas, pois não há produtos químicos capazes de curar ou de proteger as plantas, de forma eficiente, contra infecções bacterianas.

Em decorrência da sua característica endêmica, sempre haverá o risco de aparecer plantas com infecções primárias. Por isso, é importante haver constante inspeção e erradicação de plantas doentes, além de cuidados no manejo para evitar a disseminação da doença dentro do pomar, porque uma vez instalada no pomar, a bacteriose torna-se uma doença de difícil controle.

Embora existam recomendações em relação a medidas de exclusão, erradicação, regulação, proteção e terapia, tais medidas não têm surtido efeitos suficientes para manter a doença em níveis aceitáveis. O controle por imunização, especificamente por resistência genética, surge como a medida de controle mais promissora contra a bacteriose.

Fonte: Maracujá : o produtor pergunta, a Embrapa responde / Fábio Gelape Faleiro, Nilton Tadeu Vilela Junqueira, editores técnicos. – Brasília, DF : Embrapa, 2016. 341 p. : il. ; 16 cm x 22 cm – (Coleção 500 perguntas, 500 respostas).

  
Postado 2 anos atrás